domingo, 7 de outubro de 2012

Morre, aos 69 anos, o poeta peruano Antonio Cisneros


O poeta peruano Antonio Cisneros, ganhador de diversos prêmios nacionais e internacionais, morreu neste sábado (6) aos 69 anos, informaram seus familiares.
Cisneros, que também era jornalista, roteirista e professor, era considerado o representante mais importante da "geração de 1960" da literatura peruana e foi condecorado como o Prêmio Ibero-Americano de Poesia Pablo Neruda 2010, a mais alta distinção concedida pelo governo chileno a um poeta da região.
Cisneros será recordado por obras como "Comentarios Reales de Antonio Cisneros" (1964), vencedora do Prêmio Nacional de Poesía, "Canto Ceremonial contra un Oso Hormiguero" (1968), agraciado com o Casa de las Américas, "Agua que no Has de Beber" (1971) e "Postales Para Lima" (1991), entre otras.

O poeta peruano Antonio Cisneros
O poeta peruano Antonio Cisneros

Sua obra é caracterizada por toques de "ironia e inteligência" e tem uma "personalidade muito sensível à contemporaneidade", segundo o júri do Prêmio Neruda. Foi condecorado também pelo Ministério Francês da Cultura, com a Ordre des Arts et des Lettres.
No Brasil, Cisneros publicou "Sete Pragas Depois" (Cosac Naify).

Comentário: Infelizmente é uma enorme perda para a literatura peruana. Antonio usava sua grande inteligência para dar um ar especial aos seus textos incomparáveis.

Fonte: Folha Online - Ilustrada

Por Thaís Raposo dos Santos

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Conheça a ilha que inspirou 'Robinson Crusoé'

A ilha Robinson Crusoé é a maior do arquipélago Juan Fernandez, no litoral do Chile.

O nome dá a pista: ela foi a inspiração para a famosa obra de Daniel Defoe.

Em 1704, um navio pirata navegava pela região quando um jovem escocês, Alexander Selkirk, se desentendeu com o capitão e pediu para desembarcar.
Selkirk observou o navio partir e acabou vivendo na ilha por quatro anos, até que outro navio britânico lhe deu uma carona de volta para casa.

De volta a Londres, ele virou uma celebridade. O escritor Daniel Defoe ouviu a história e a usou como base para criar o livro Robinson Crusoé.

Fonte: Estadão - BBC

Manuscrito de 36 m do livro 'On The Road' será exposto em Londres

 


Biblioteca Britânica mostrará ao público pela primeira vez em Londres texto original de Kerouac


A Biblioteca Britânica mostrará ao público pela primeira vez em Londres o manuscrito de 36 metros de comprimento do livro On The Road, assinado por Jack Kerouac, como parte de uma exposição que será inaugurada nesta quinta-feira, 4.

 
Escritor americano escreveu o livro em apenas três semanas - Reprodução
Reprodução
Escritor americano escreveu o livro em apenas três semanas


A mostra, intitulada On The Road: Jack Kerouac's Manuscript Scroll, explora o desenvolvimento do livro, que define a chamada Geração Beat dos anos 50 e que se transformou em um clássico da literatura americana do pós-guerra.

Em abril de 1951, o escritor americano escreveu a ritmo frenético, em apenas três semanas, seu livro em rolos de papel, ou seja, em folhas coladas com fita adesiva. Neste caso, a ideia de Kerouac era evitar uma troca de página e, por consequência, uma quebra em sua linha de raciocínio e criatividade.

A partir de 2004, esses "36 metros de livro" passaram a ser expostos em diversas cidades dos Estados Unidos e da Europa. No entanto, essa será a primeira vez que a obra será exposta em Londres e, por isso, a Biblioteca Britânica desenhou um lugar específico para poder exibir esse "papiro caseiro" ao público, que, por sua vez, poderá contemplar o raro manuscrito até o dia 27 de dezembro.

Segundo o curador da coleção dos EUA da Biblioteca Britânica, Matthew Shaw, o rolo de papel, que traz evidentes diferenças com o texto publicado, será acompanhado pelas primeiras edições de outros clássicos da Geração Beat, como Almoço Nú, de William Burroughs.

Nesta exposição, os visitantes também poderão conferir raras gravações sonoras de Kerouac, Allen Ginsberg, Burroughs e outras figuras proeminentes desse movimento de escritores americanos da década dos 50, todos extraídos do Arquivo de Som da Biblioteca Britânica.

Entre esses documentos sonoros, aparece uma gravação privada do escritor Neal Cassidy, o modelo empregado por Kerouac para compor o personagem Dean Moriarty, durante uma leitura de Proust.

"Estamos realmente encantados por dar boas-vindas ao famoso manuscrito de 36 metros de Jack Kerouac, que chega pela primeira vez em Londres", afirmou Shaw.

A inauguração da mostra será realizada poucos dias antes da estreia de Na Estrada, a adaptação cinematográfica, assinada por Walter Salles, que estreará no Reino Unido somente a partir do dia 12 de outubro.

On the Road narra a viagem de Sal Paradise e Dean Moriarty - versões fictícias do próprio Kerouac e de seu amigo escritor Neal Cassidy - na busca por novas experiências pelas estradas dos EUA e do México no início dos anos 50.

Fonte:  Estadao - Cultura

Jéssica Lemos

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Novo livro de J.K. Rowling


'The casual vacancy', já faz sucesso no Reino Unido.



O primeiro romance para adultos da escritora britânica J.K.Rowling, "The casual vacancy", que foi lançado na última semana, já aparece na primeira posição dos livros de ficção mais vendidos no Reino Unido.
Segundo a lista da Nielsen BookScan, empresa que recopila as informações fornecida pelas livrarias, a obra da criadora das aventuras de Harry Potter vendeu 124.603 cópias nos primeiros três dias após seu lançamento no dia 27 de setembro.
Desta forma, "The casual vacancy" passou a ser o livro de vendagem mais rápida desde a obra "O símbolo perdido", de Dan Brown, que em 2009 alcançou 550 mil cópias em sua primeira semana nas livrarias.
A nova história da escritora britânica se ambienta em um pequeno povoado imaginário, intitulado Pagford, e começa a partir da morte inesperada do personagem Barry Fairweather, de 40 anos.
J.K. Rowling vendeu 20 vezes mais cópias que a obra "The power trip", de Jackie Collins, no mesmo período de tempo, sendo que "The casual vacancy" aparece, por enquanto, na 15ª posição entre os livros mais vendidos do ano.
No entanto, como se esperava, o novo livro de J.K. Rowling não repete o mesmo êxito das aventuras de Harry Potter, que chegaram a vender mais de 2 milhões de cópias na primeira semana de após seu lançamento.
De acordo com um porta-voz da Nielsen BookScan, o valor das vendas de "The casual vacancy" já supera os US$ 384 milhões. Os críticos receberam bem o livro, embora tenham reconhecido que não se trata de uma obra prima.
J.K. Rowling enfrenta pela primeira vez os leitores adultos depois de 15 anos após publicar o primeiro episódio da saga de Harry Potter, obra que foi traduzida para 73 idiomas e vendeu 450 milhões de cópias em mais de 200 países.
Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte
Emily  Christini e Giovanna Kill 



Arte e literatura: Thomas Allen cria efeito 3D em livros

Inicialmente, Allen usava capas de romances conhecidos como pulp fiction, livros impressos em papel de baixa qualidade a partir do início da década de 1920 (Foto: Thomas Allen)
Inicialmente, Allen usava capas de romances conhecidos como pulp fiction, livros impressos em papel de baixa qualidade a partir do início da década de 1920 (Foto: Thomas Allen)
O fotógrafo americano Thomas Allen faz personagens saltarem de romances antigos e livros de todo tipo, criando cenas em três dimensões. Para conseguir o efeito, ele recorta os desenhos ou silhuetas com um estilete e posiciona a figura para formar uma cena, antes de fotografá-la.
Inicialmente, ele usava capas de romances conhecidos como pulp fiction, livros impressos em papel de baixa qualidade a partir do início da década de 1920.
'Me sinto muito privilegiado em poder ser parte deste projeto e ver o trabalho nas paredes foi definitivamente um ponto alto de minha carreira', disse Allen (Foto: Thomas Allen)
'Me sinto muito privilegiado em poder ser parte deste projeto e ver o trabalho nas paredes foi definitivamente um ponto alto de minha carreira', disse Allen (Foto: Thomas Allen)
"Eu comecei a usar este tipo de livros porque eles eram de um período muito interessante da cultura pop, quando as imagens das capas eram usadas para vender livros e a variedade de expressões, emoções e personagens era enorme", disse Allen.
Depois, o trabalho se ampliou e ele começou a receber encomendas. Em uma das mais recentes, Allen foi convidado a fazer fotos 'positivas e edificantes' inspiradas em clássicos infantis, para decorar as paredes do Centro Charlotte R. Bloomberg para Crianças e o prédio Sheikh Zayed bin Sultan Al Nahyan do Hospital Johns Hopkins.


O fotógrafo escolheu 'Tudo Depende De Como Você Vê as Coisas', o clássico de 50 anos de Norton Juster, 'Stuart Little', de E. B. White, e 'Hoops', de Walter Dean Myer.
Para conseguir o efeito, ele recorta os desenhos ou silhuetas com um estilete e posiciona a figura para formar uma cena (Foto: Thomas Allen)
Para conseguir o efeito, ele recorta os desenhos ou silhuetas com um estilete e posiciona a figura para formar uma cena (Foto: Thomas Allen)
Baseando-se em personagens e ideias contidos nas obras, ele criou silhuetas que eram então recortadas das páginas de livros.
O fotógrafo americano Thomas Allen faz personagens saltarem de romances antigos e livros de todo tipo, criando cenas em três dimensões (Foto: Thomas Allen)
O fotógrafo americano Thomas Allen faz personagens saltarem de romances antigos e livros de todo tipo, criando cenas em três dimensões (Foto: Thomas Allen)

Comentário: A literatura atualmente não está presente somente nas histórias, nos livros comuns... Com a tecnologia cada vez mais em alta, surgem propostas diferentes e agradáveis para os amantes literários. Achei diferente e interessante a ideia do Thomas Allen!

Fonte: G1 - Mundo

Por Thaís Raposo dos Santos

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Rubem Fonseca recebe o Prêmio Ibero-Americano Manuel Rojas

O escritor Rubem Fonseca foi o vencedor da primeira edição do Prêmio Ibero-Americano de Narrativa "Manuel Rojas", promovido pelo governo do Chile, informou nesta sexta-feira o Ministério da Cultura chileno.
O prêmio tem como objetivo destacar a criação literária de um autor ibero-americano e leva o nome do escritor chileno Manuel Rojas (1896-1973), um dos mais consagrados e prolíficos autores do país.
A premiação equivale, no campo da narrativa, ao Prêmio Ibero-americano de Poesia Pablo Neruda, adotado em 2004 e, da mesma forma que ele, oferece a quantia de US$ 60 mil ao vencedor.

O escritor Rubem Fonseca assiste a performance da escritora Paula Parisot na Livraria da Vila
O escritor Rubem Fonseca assiste a performance da escritora Paula Parisot na Livraria da Vila
O ministro da Cultura, Luciano Cruz-Coke, que participou do júri, destacou a relevância de Fonseca (Minas Gerais, 1925), autor de aproximadamente 50 romances e livros de contos que lhe garantiram reconhecimento internacional desde 1973, quando publicou "O caso Morel".
Antes já havia publicado várias coleções de contos e alguns romances, entre eles o elogiado "Lúcia McCartney" (1967).
Fonseca "influenciou fortemente" a narrativa Ibero-Americana, com um olhar sempre atento e crítico à realidade social contemporânea, afirmou Cruz-Coke.
Esse aspecto, para o ministro chileno, emparelha sua obra com a de Manuel Rojas, e por isso o prêmio também é uma forma de homenagear o autor que o batiza.
"Temos certeza de que esse prêmio fortalecerá ainda mais as relações culturais com o Brasil e permitirá uma maior difusão da literatura desse país irmão", apostou o titular da pasta.
"A grande arte" (1983), "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos" (1988) e "Agosto" (1990) são as principais obras de Fonseca no século passado, enquanto "Diário de um Fescenino" (2003), "O Seminarista" (2009) e "José" (2011) se destacaram nos últimos anos.
Na literatura, Rubem Fonseca já havia recebid o Prêmio Camões (2003), o mais prestigiado em língua portuguesa, e o Prêmio FIL Guadalajara 2003.

Comentário: Rubem Fonseca é um dos grandes ícones da literatura brasileira que ainda é vivo e merece um grande destaque. Ganhar o prêmio Ibero-Americano de Narrativas é uma enorme conquista, além de ter ganho em outro País, o autor faz críticas à realidade social, o que acho fascinante!

Fonte: Folha de S. Paulo - Ilustrada

Por Thaís Raposo dos Santos

Crônica: O Homem Nu.

O homem nu. 

Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa.  Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém.   Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão.  Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares...  Desta vez, era o homem da televisão!
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.
Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não!  — fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar.  Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador.  Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer?  Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso.  — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.


Fernando Sabino.


Comentário: ( Por Emily Christini e Giovanna Kill )

A crônica citada a cima de Fernando Sabino retirada do livro " O homem nu " é uma das grandes obras deste cronista nascido em BH. 
Podemos dizer que a crônica é uma reflexão sobre algum fato, acontecimento. Sendo diferente de alguma reportagem, mesmo sendo muito utilizada em jornais e revistas, tendo um espaço para não informar e sim para fazer as pessoas refletirem sobre o acontecimento. 

A estrutura da crônica pode ser comparada com um conto, tendo que ter uma apresentação, desenvolvimento e fim. 
Os cronistas procuram descrever os eventos relatados na crônica de acordo com a sua própria visão crítica dos fatos, muitas vezes através de frases dirigidas ao leitor, como se estivesse estabelecendo um diálogo. Alguns tipos de crônicas são a jornalística, humorística, histórica, descritiva, narrativa, dissertativa, poética e lírica.