quarta-feira, 6 de março de 2013

Impostômetro.




 O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) vai atingir, na primeira sexta - feira de março, a marca de R$ 300 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais pagos pelos brasileiros em 2013. Em 2012, o painel chegou a essa marca seis dias mais tarde, em 14 de março.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) semana mostram que a carga tributária sobre o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou em 2012, apesar das desonerações fiscais. "Este ano, com o maior crescimento da economia e a redução das desonerações é provável que tenhamos um novo aumento da carga (tributária), caso não haja nenhuma medida do governo para reduzir a tributação", disse, por meio de nota, o presidente da ACSP, Rogério Amato.

Especialistas acham que o brasileiro pode estar economizando, em decorrência as dívidas, mas é sempre bom lembrar que a Páscoa esta chegando, e com ela os altos preços dos ovos de páscoa. 


comentário: Várias palavras de indignação passam na minha mente, mas será que todos estes impostos são aplicados da forma correta, prometida ? Não chegaria nem 20% a uma região que necessita de água pura para viver. 

Hugo Chávez.


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morreu na tarde do dia 5 de março de 2013, aos 58 anos, na capital Caracas, após quase dois anos de luta contra um câncer. A morte foi anunciada pelo então herdeiro político de Chávez, Nicolás Maduro, que anunciou ao vivo pela TV a morte do companheiro. 
"Às 16h25 locais de hoje 5 de março, faleceu o comandante presidente Hugo Chávez Frías", disse Maduro, emocionado e cercado pelo ministério.
A luta contra o câncer havia  o impedido de tomar posse em 10 de janeiro deste ano, depois da reeleição obtida em outubro de 2012 para um novo mandato de seis anos. Em janeiro, a Assembleia Nacional concedeu ao presidente uma permissão indefinida de ausência do país para tratar a doença, em Cuba, enquanto o Tribunal Supremo autorizou que a posse de Chávez fosse adiada para quando ele tivesse condições de saúde.

Hugo Rafael Chávez Frías nasceu em 28 de julho de 1954, em Sabaneta, estado de Barinas, no oeste do país. Filho de professores, ele casou e se divorciou por duas vezes. Tem quatro filhos – duas mulheres e um homem do primeiro matrimônio, e uma menina do segundo e três netos.Militar reformado, Chávez entrou para a política depois de uma fracassada tentativa de golpe de Estado que o levou à prisão, em 1992.
Desde que venceu as primeiras eleições presidenciais, em 1999, com a promessa de pôr fim à "partidocracia corrupta" em que o governo havia se transformado e de distribuir a renda do petróleo entre os setores excluídos da sociedade, o presidente assumiu um estilo único de fazer política.Ele chegou ao poder em fevereiro daquele ano como o 47º presidente da Venezuela, jurando sobre uma Constituição que ele afirmou estar "moribunda".
Entre suas primeiras decisões, proibiu que o Departamento Antidrogas dos Estados Unidos fizesse sobrevoos no país e, anos mais tarde, em 2008, expulsou o embaixador americano.No final de 1999, alcançou o seu objetivo de mudar a carta magna da Venezuela e iniciar o que chamou de "Revolução Bolivariana".
Viciado em comunicação, convocava constantemente a cadeia nacional de rádio e TV para longos discursos, além de comandar por muito tempo o programa semanal "Alô, Presidente", no qual discutia suas ideias políticas, recebia convidados para entrevistas, entregava obras públicas e até vendia eletrodomésticos chineses com preços subvencionados pelo governo.

Comentário: Alguns dizem  grande ditador, outros o consideram um herói, o que realmente este homem significa ? não podemos negar que ele construiu um império com regras e uma leve ditadura, mentiu, enganou e superou tudo. 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Quem é Charles Peirce?

Peirce é considerado um dos mais originais pensadores norte-americanos.

Charles Sanders Peirce nasceu em 1839, em Cambridge, Massachussets, nos EUA, no dia 10 de setembro. Filho do matemático, físico e astrônomo Benjamin Peirce, Charles, sob influência paterna, formou-se na Universidade de Harvard em física e matemática, conquistando também o diploma de químico na Lawrence Scientific School.

Paralelamente ao seu trabalho no observatório astronômico de Harvard, Charles Peirce se dedicava ao estudo da filosofia, principalmente à leitura de "A crítica da razão pura", de Kant. Entre 1879 e 1884 lecionou na Universidade John Hopkins. Considerado uma pessoa de hábitos excêntricos, além de descuidado e solitário, Peirce não evoluiu na carreira universitária. Em 1887, mudou-se com sua segunda esposa para a cidade de Milford, na Pensilvânia, isolando-se ainda mais.

Entre 1884 e o ano de sua morte, em 19 de abril de 1914, Peirce escreveu cerca de 80 mil páginas de manuscritos, vendidos por sua esposa à Universidade de Harvard, e que vem sendo publicados há várias décadas. Além desses escritos, Peirce deixou textos em periódicos esparsos: resenhas, artigos e verbetes de dicionários. Esse conjunto de trabalhos forma a obra de um pensador original, definida por William James como "lampejos de luz deslumbrante sobre um fundo de escuridão tenebrosa".

Considerado como um dos mais profundos e originais pensadores norte-americanos, Peirce deixou contribuições em múltiplas áreas do conhecimento: lógica, semiótica, astronomia, geodésia, matemática, teoria e história da ciência, econometria e psicologia.

Pragmatismo e semiótica

Um dos ensaios de Peirce, "Como fazer claras as nossas idéias", publicado em 1878, foi o primeiro esboço e marco fundador do pragmatismo. Para o filósofo, nossas crenças nada mais são do que normas para a ação. O estabelecimento de uma crença é o único fim de qualquer indagação ou processo racional, desde que se considere como crença um hábito ou regra de ação que, ainda que não conduza imediatamente a um ato, torna possível uma determinada conduta, na ocasião própria.

Dessa forma, para se desenvolver o conteúdo de uma idéia, basta determinar o comportamento que ela é capaz de suscitar, nisso residindo a sua significação. Por mais sutis que sejam as distinções do nosso pensamento, o que realmente importa para Peirce são as conseqüências práticas que as diferenciam.

Retomando a teoria estóica dos signos, Peirce também foi um dos fundadores da semiótica contemporânea e da lógica das relações, mais tarde desenvolvida por Bertrand Russell. Combatendo o psicologismo, situa-se no caráter estritamente formal da lógica. Chamando a semiótica de "gramática especulativa", elaborou toda uma teoria dos signos e do simbolismo.

Peirce compreende como signo ou representação qualquer coisa que esteja em qualquer relação com outra coisa. Surge numa determinada pessoa e dirige-se a uma outra, em cujo espírito cria um signo equivalente ou até mais desenvolvido. O signo criado é "interpretante" do primeiro. E assim sucessivamente.

O filósofo norte-americano divide a filosofia em três partes: a fenomenologia, a ciência normativa e a metafísica. A primeira tem por objeto o estudo das categorias; a segunda, subdividida em estética, ética e lógica, apóia-se na fenomenologia e na matemática; e a terceira se subdivide em metafísica geral ou ontológica, metafísica psíquica ou religiosa e metafísica física.

Sistemático para uns e não sistemático para outros, o pensamento de Peirce tem dado motivo a várias interpretações, mas com unânime reconhecimento de seu pioneirismo na lógica e na semiótica. Sua influência é profunda no pensamento americano, chegando ao operacionismo lógico e às correntes contemporâneas da filosofia da ciência.
 
Fonte: Uol Educação / Foto: Divulgação

Comentário: Peirce foi um grande pensador eu modificou o modo de agir e até mesmo pensar de muitas pessoas.

Por Thaís Raposo dos Santos

sábado, 2 de março de 2013

Língua - Vidas em português



Com direção de Vitor Lopes, um moçambicano com nacionalidade portuguesa e que mora no Brasil nasceu o filme Língua - Vida em português, um documentário que conta a história de pessoas espalhadas por vários continentes que têm como língua materna o 6º idioma mais falado no mundo, o português.

Vários países carregam heranças de uma colonização portuguesa, principalmente a língua. Cada país com sua cultura e costumes, cada país com seu português, carregado de mudanças e adaptações.

No mundo, mais de 200 milhões de pessoas falam variações da línguas que chamamos de nossa, mas cada pessoa tem uma história e um passado diferente igual nosso idioma que tem a capacidade de se adaptar a diferentes épocas, países e modos.

Maiores informações sobre o filme: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-174906/

Giovanna Arruda Ferreira

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ensaio Sobre a Cegueira - "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."



O livro Ensaio Sobre a Cegueira do escritor português, José Saramago  conta a história de uma “cegueira branca” que atingiu uma cidade, começou aos poucos mas atingiu vários, gerou o caos na cidade, pois se proliferava de maneira surpreendente. Os novos cegos não podendo ser curados ou controlados foram colocados em uma espécie de quarentena até que o governo conseguisse acabar com esse caos, o que não aconteceu. O caos aumentou e as pessoas deixadas em quarentena foram obrigadas a lutar por comida e a despertar seus instintos mais selvagens em busca de sobrevivência. Em meio a toda essa situação havia uma mulher, esposa do médico que foi procurado pelo primeiro atingido pela cegueira, e essa mulher enxergava, foi parar naquele lugar acompanhando o marido e de repente se viu em um mundo que não imaginava, viu o pior e o melhor das pessoas ali, enquanto tentava ajuda-las. Um dia, essa mulher percebeu que não existia mais guarda prendendo-os naquela quarentena e saiu de lá junto com outras pessoas rumo a cidade que já estava destruída, juntou mantimentos, voltou pra casa, e então tão de repente quanto a cegueira surgiu ela se foi e as pessoas passaram a ver, de um jeito que nunca tinham visto a vida antes.

Podemos  ver no site: http://www.espacoacademico.com.br/088/88praxedes.htm que neste livro, portanto, o autor expõe a cegueira para evidenciar a importância do olhar, como explica a professora Teresa Cristina Cerdeira da Silva:

"... esse Ensaio sobre a cegueira pode ser lido inversamente como um ensaio sobre a visão. Esses cegos chegaram ao fundo do poço de onde puderam ver surgir suas fraquezas, sua arrogância, sua intolerância, sua impaciência, sua violência, a monstruosidade dos universos concentracionários. Mas assistiram também à sua própria força, à sua solidariedade, à sua generosidade, ao seu espírito revolucionário e à revisão de seus próprios preconceitos. Este, repito, é um ensaio sobre a visão: do outro, das relações humanas, das linguagens e seus clichês, da verdade, do poder e até dos gêneros literários nesse romance que, como se sabe, se quer ensaio. Porque este não é tão-somente um romance cujo assunto é a cegueira, mas também um ensaio entendido como experiência, experimentação que revele a possibilidade de enxergar para além das aparências, para além dos seus próprios limites convencionais." (SILVA, 1999:  294)

A cegueira pode ser encarada, assim, como um conjunto de representações falsas que embora surjam na própria vivência, nas relações sociais cotidianas, podem se autonomizar e passar a dominar o vivido, bloqueando a apreensão da realidade e a práxis, e impedindo a busca do novo. Tais representações dissimulam a realidade, uma vez que alguns cegos "...não o são apenas dos olhos, também o são do entendimento" (EC: 213) e assim difundem o seu mal como ocorre quando um "...olho que está cego transmite a cegueira ao olho que vê..." (EC: 111).

A epidemia de cegueira descrita é a alegoria sobre o horror vivenciado mas não visto; o olhar é a capacidade de ver e de reparar os males da convivência humana nas sociedades contemporâneas: "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara" (EC: 7).

Na apresentação pública desse romance o próprio José Saramago disse:  "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso." (Fonte:http://www.coladaweb.com/resumos/ensaio-sobre-a-cegueira-jose-saramago)

E ele não poderia ter descrito de melhor forma, o livro nos mostra constantemente quem realmente somos por dentro, exatamente aquele aspecto do nosso caráter que tentamos de toda forma esconder para que pareçamos  belos (externa e internamente) aos olhos dos outros e de nós mesmos, uma vez que nos tiram esse sentido e nos vemos tendo que lutar pela sobrevivência vemos que somos animais de fato, não adianta tentar fugir, aceitar é o melhor a ser feito.
Giovanna Arruda

Ensaio sobre a cegueira no teatro


A incapacidade de enxergar ganha muitos sentidos no drama Breu, em cartaz no CCBB

por Carlos Henrique Braz.



Produções esmeradas e belas atuações povoam o circuito, mas poucos textos em cartaz na cidade se aproximam da excelência de Breu. Autor do drama simples na forma e complexo no conteúdo, Pedro Brício assinou sucessos recentes, a exemplo das comédias Trabalhos de Amores Quase Perdidos e Me Salve, Musical!. Ele mantém o estilo, com diálogos naturalistas, mas não repete a fórmula. Ambientada em um sobrado do subúrbio carioca, nos anos 70, a trama tem ponto de partida insuspeitado: duas mulheres se encontram para preparar os cachorros-quentes que serão servidos em um evento beneficente.

Cega, Carmem (Kelzy Ecard), a dona da casa, contrata a jovem Aurora (Andréia Horta) para ajudá-la. Enquanto picam legumes e cozinham, elas dividem aflições. A anfitriã está sem notícias do irmão, professor universitário e ativista político. Imatura, Aurora amarga divergências com os pais e dúvidas em relação ao homem com quem está se relacionando. As diretoras Maria Silvia Siqueira Campos e Miwa Yanagizawa conduzem o espectador ao universo dos que não podem ver. Nos primeiros dez minutos, Kelzy Ecard interpreta sua personagem no palco às escuras. Em atuação comovente, segue na penumbra durante boa parte da encenação. De olhos fechados, manuseia facas, acende o fogão e lava louça no belo cenário de Aurora dos Campos. A iluminação sutil de Tomás Ribas completa o pacote de acertos.

Breu (90min). 12 anos. Estreou em 18/1/2012. Centro Cultural Banco do Brasil — Teatro III (80 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2007. Quarta a domingo, 19h30. R$ 6,00. Bilheteria: a partir das 9h (qua. a dom.). Até 11 de março.

Fonte: http://vejario.abril.com.br/arte-e-cultura/teatro/breu-676809.shtml

Comentário:

A peça Breu, inspirada na obra de Saramago (Ensaio sobre a Cegueira), mostra que o ensaio pode ser adaptado para qualquer área artística, mostrando novas visões da obra, ajudando o público a compreender de várias formas diferentes, o interessante é que a obra já foi adaptada para o cinema, musicas e agora para o teatro.

Michael Taguchi.

Ensaio sobre a cegueira.

Trecho do livro e filme, ensaio sobre a cegueira.




"Levei a minha vida a olhar para dentro dos olhos das pessoas,
é o único lugar do corpo onde talvez ainda exista uma alma,
e se eles se perderam."




Postagem por Emily Christini