quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Trecho de "Ensaio Sobre a Cegueira"


Música inspirada em Ensaio Sobre a Cegueira

Ensaio Sobre a Cegueira
Detonautas

"Onde não se pode mais encontrar um coração

Me provoca o teu desprezo com um pouco de atenção.
A mentira que te cerca é mais normal do que se crê
Entre a sua liberdade e o meu direito de viver
Tente imaginar
Tente imaginar nós dois
Tente imaginar
Tente imaginar depois
E não confundir
Ódio com diversão, medo com paz!
E não confundir ódio com diversão
Afinal não estamos sós!
Onde não se pode mais encontrar um coração
Me provoca o teu desprezo com um pouco de atenção.
A mentira que te cerca é mais normal do que se crê
Entre a sua liberdade e meu direito de viver
Tente imaginar
Tente imaginar depois
Tente imaginar
Tente imaginar nós dois
E não confundir
Ódio com diversão, medo com paz!
E não confundir ódio com diversão
Afinal não estamos sós!
Jovens sem nenhuma utopia
Caminham tensos pelas ruas de suas casas velhas
Sem nenhuma luz, sem nenhuma luz de Fernando Pessoa
Fechados nas sexuais telas da impotência
Se masturbam contemplando corpos em decomposição!
Morte da minha fé,
Onde estavam o beija-flor e o arco-íris
Na hora do nascimento dessas criaturas
Quantas gotas de flor restam nos corredores dos céus
De vossas bocas.
Quais fontes clamam por vossos nomes?
Eu entrando na virtuosa idade
E eles entrando em idade nenhuma.
Os filhos da morte burra
Cheiram o branco pó da anemia
Esqueceram que um dia tocaram na poesia da
Transgressão em pleno ventre de suas esquecidas mães
Esqueceram de colar o ouvido ao chão
Para ouvir as ternas batidas do coração das borboletas.
Os filhos da morte burra
Jamais levantam uma folha para conhecer o labor dos incertos
Jamais erguem taças ao luar para brindar a
Vigorosa lua
Os filhos da morte burra,
Desconhecem ou jamais ouviram falar em iluminação
Apenas abrem a boca para vomitar
E não confundir
Ódio com diversão, medo com paz!
E não confundir ódio com diversão
Afinal não estamos sós!"



Comentário: A letra comovente, mostra toda a sensibilidade de Ensaio sobre a Cegueira em algumas palavras.

Por Thaís Raposo dos Santos 

Tecendo a manhã

João Cabral de Melo Neto


Um galo sozinho não tece uma manhã;
ele precisará sempre de outros galo.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; a de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se comportando em tela, entre outros,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo ara todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A amanhã , toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

1º Festival Literário de Araxá, MG, começa nesta quinta-feira

Festival contará com a presença de Ziraldo, que em outubro completou 80 anos

O 1º Festival Literário de Araxá (Fliaraxá), no Alto Paranaíba, começa nesta quinta-feira (8) e segue até o próximo sábado (10). O evento reúne grandes escritores do país e será realizado na Fundação Cultural Calmon Barreto com entrada gratuita.
O tema é “Juventude e Experiência”. Entre os convidados estão Ziraldo, Fernanda Takai, Fabrício Carpinejar, Luis Fernando Veríssimo e Maitê Proença. Ziraldo, que completa 80 anos, será o homenageado.
O Fliaraxá contará com debates, palestras, lançamentos, oficinas, saraus, sessões de autógrafos, venda de livros e sorteios. O objetivo é o incentivo e contato com o universo literário. A Fundação Calmon Barreto fica na Praça Arthur Bernardes, nº 10, no Centro. Mais informações pelo site. Confira a Programação:

Quinta –Feira (8/11)
14h Coreto – Abertura oficial com Coral Madrigal Sol de Araxá;
15h Estação Literária – Sempre Um Papo com Paula Pimenta;
17h Estação Literária – Sempre Um Papo com Maitê Proença;
19h Coreto – Diversão, Cultura e Arte;
20h Estação Literária - Sempre Um Papo com Zuenir Ventura e Fernanda Takai;
21h Coreto - Diversão, Cultura e Arte.

Sexta-feira (9/11)
14h Estação Literária – Palestra infantil com Rúbia Mesquita;
16h Coreto – Diversão, Cultura e Arte;
19h Estação Literária Sempre um Papo com Luis Fernando Veríssimo e Milton Hatoum;
21h Coreto – Diversão, Cultura e Arte.

Sábado (10/11)
10h Estação Literária – Ziraldo;
11h30 Estação Literária – Oficina de Capacitação com Léo Cunha;
12h30 Coreto – Diversão, Cultura e Arte;
14h Estação Literária – Oficina de Contação de Histórias com Sandra Bittencourt e Babu Xavier;
16h Estação Literária – Sempre Um Papo com Fabrício Carpinejar;
17h Coreto - Sarau de Poesia com Fabrício Carpinejar;
19h Estação Literária – José Eduardo Agualusa

Fonte: G1

Comentário: O Festival Literário de Araxá é um evento de grande importância para a Literatura nacional, por reunir grandes escritores promovendo a leitura e o contato com as obras do nosso país.

Flip começa hoje com homenagem a Drummond

 

Por AE


São Paulo - A Festa Literária Internacional de Paraty de hoje faz lembrar muito pouco o evento que levou 6 mil pessoas e autores do porte de Eric Hobsbawm e Julian Barnes à cidade fluminense em 2003. O número de visitantes saltou para 20 mil e o clima intimista se perdeu. Mas a lista de escritores cultuados e premiados que Liz Calder, a idealizadora, conseguiu trazer nos primeiros anos e que os curadores vêm se esforçando para manter, segue o padrão e é um dos maiores atrativos da festa.

Na edição que começa nesta quarta-feira à noite com uma fala de Luis Fernando Verissimo sobre os 10 anos da festa, conferência dos críticos Silviano Santiago e Antonio Cicero sobre Drummond e show do Lenine e Ciranda de Tarituba, estarão Ian McEwan, Hanif Kureish e Enrique Vila-Matas, que já participaram de outras edições, e ainda Adonis, James Shapiro, Stephen Greenblatt, Jonathan Franzen, Dulce Maria Cardoso, Rubens Figueiredo, Zuenir Ventura, Francisco Dantas e outros.
E isso custa. A Flip, orçada em R$ 8,4 milhões, é um dos eventos literários mais caros do Brasil.
Uma pequena parte desse valor, R$ 1,4 milhão, é destinada às ações da Flipinha e da Flipzona, que envolvem crianças e adolescentes de Paraty e região.

É também um dos eventos mais charmosos do País, e serve de inspiração para tantos outros, como a Fliporto, de Olinda. O boom das festas literárias, aliás, será debatido pelo Itaú Cultural no Museu do Forte na tarde desta quarta. E o Itaú Cultural não é a única instituição a organizar eventos paralelos extraoficiais.

A Off-Flip já é tradição e organiza conversas com escritores, exposições e shows. A Casa Sesc receberá os vencedores de seu prêmio literário para conversas com o público. Na Casa do Instituto Moreira Salles, serão gravados programas da Rádio Batuta com os escritores convidados. Há muitas outras casas espalhadas pela cidade, sempre com alguma programação cultural, tentando pegar carona na Flip, recebendo bem seus autores, no caso das editoras, e entretendo o público que não conseguiu ingresso para os debates - a tenda dos autores comporta 800 pessoas.

A Casa de Cultura hospeda a programação paralela oficial. Lá, João Ubaldo Ribeiro e Walcyr Carrasco falam sobre Jorge Amado. Haverá ainda, entre outras atividades, uma exposição sobre Carlos Drummond de Andrade, o escritor homenageado desta edição. As informações são do jornal.


O Estado de S. Paulo.

Mix Brasil começa 20ª edição em São Paulo de cara nova

O Festival Mix Brasil não é mais um adolescente, mas ainda está longe da meia-idade. Inquieto como o jovem adulto que é, aos 20 anos resolveu mudar.
O maior festival cultural latino-americano da diversidade deixou para trás a programação exclusiva de cinema e aposta, na edição que começa nesta quinta (8), em vários locais da cidade, também em música, teatro, literatura e festas.
Ao lado dos 36 longas internacionais e 51 curtas brasileiros, o Mix apresenta a estreia do documentário "A Volta da Pauliceia Desvairada", sobre a noite gay paulistana, e representações de "Inferno na Paisagem Belga", da companhia de teatro Os Satyros.
O Centro Cultural São Paulo recebe a Balada Literária, com o escritor Marcelino Freire e peças temáticas. Também haverá sessões de filmes ao ar livre e em estações de metrô.
"Crescer foi uma necessidade", diz André Fischer, um dos idealizadores do Mix. "O público de festivais está envelhecendo, e trazer novas atrações atrai gente nova."
Entre 2010 e 2011, por exemplo, o público do festival cresceu de 30 mil para 45 mil pessoas ao investir em novidades. Para este ano, a expectativa é ultrapassar esse número.
A própria questão da diversidade mudou --deixa de ser apenas sexual e aborda diferenças de idade, cor etc.
Até o famoso Show do Gongo, um dos eventos mais esperados do Mix, passou por recauchutagem. A apresentadora Marisa Orth não vai mais "gongar" apenas filmes amadores mas também apresentações de "stand-up comedy", performances e uma batalha de "bate-cabelo".
A maratona LGBT começa nesta sexta com a exibição do longa belga "Caminho das Dunas", sobre um garoto apaixonado pelo amigo na década de 1970.
Outros destaques internacionais são "Nosso Paraíso", de Gaël Morel, sobre um prostituto de 40 anos, e os documentários "Meu Nome É Kuchu", que conta a história de um ativista gay assassinado em Uganda, e "O Homem Invisível", sobre homossexuais palestinos que buscam asilo em Israel.
As sessões de curtas, que tinham a mesma temática, agora se dividem, por exemplo, em "Crescendo com a Diversidade", para o público infantil, e "Mulheres Fodonas", sobre personagens femininas fortes, não necessariamente homossexuais.
"Ninguém aguenta mais filmes sobre gays saindo do armário", diz Fischer. "O desafio é se manter relevante dentro de novas discussões sobre sexualidade, como a velhice e gays que agora são pais."
O Mix Brasil também terá uma edição no Rio, que acontece entre 22/11 e 1º/12.

20º FESTIVAL MIX BRASIL
QUANDO de 8/11 a 18/11
PROGRAMAÇÃO mixbrasil.org.br

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1181943-mix-brasil-comeca-20-edicao-em-sao-paulo-de-cara-nova.shtml

Comentário: Esse festival tem como objetivo promover a cultura, importante como nunca, fala sobre a diversidade e os movimentos LGBT, com longas internacionais e nacionais.

Por: Danilo Lisboa

Bienal de Artes em SP

30ª Bienal de Artes de São Paulo

Sob o título A Iminência das Poéticas e reunindo 111 artistas de vários continentes e quase 3 mil obras, segue até 9 de dezembro a 30ª Bienal de São Paulo, no Parque Ibirapuera.
"Essa edição se distingue por seu vigor e ineditismo", disse ao Estado o curador Luis Pérez-Oramas, sobre o evento que começou em 7 de setembro. O empresário venezuelano afirma que 75% dos artistas participantes da mostra possuem trabalhos nunca exibidos.
O orçamento da Bienal - que tem entrada gratuita - é de R$ 22,4 milhões. Desse total, 65% foi captado por meio das Leis de Incentivo, 9% são recursos da Prefeitura de São Paulo, 7% do governo estadual, 2% por meio de serviços e 17% de fontes privadas.

Algumas obras que participam nesta bienal, é do artista Bruno Murani, reunindo mais de 80 peças criadas pelo artista italiano desde a década de 1930.

Designer, artista, escritor, ilustrador, educador, o italiano Bruno Munari criou uma obra de várias vertentes, entretanto, pouco conhecida no Brasil. "Seu trabalho tem uma pluralidade e uma inquietação a ponto de ele ser um resumo de tudo o que temos na 30.ª Bienal de São Paulo", diz André Severo, curador associado da edição do evento, em cartaz até 9 de dezembro. Desde o início da concepção do projeto curatorial da mostra, com curadoria geral do venezuelano Luis Pérez-Oramas, Munari esteve incluído entre os participantes. Com o intuito de realizar uma exposição mais abrangente do italiano no País, a exibição de suas obras, mais de 80 peças, vai ser apresentada fora do Pavilhão da Bienal, tendo o Instituto Tomie Ohtake como morada.
Não se trata da uma retrospectiva, mas a mostra Bruno Munari. Arte, Desenho, Design, que será inaugurada amanhã para convidados e na quinta-feira, 08, para o público no Instituto Tomie Ohtake, ocupa quatro salas da instituição apresentando peças, objetos, livros, mobiliário e jogos educativos criados pelo multidisciplinar italiano desde os anos 1930. "A 30.ª Bienal aposta na busca de uma linguagem e Munari passou por tudo com um interesse genuíno no processo criativo, acreditando no poder transformador da arte", diz Severo. 
Segundo o curador, não foi fácil realizar a produção da mostra, que reúne peças de diversos acervos particulares e estava prevista, inicialmente, para ser aberta no dia 2 de outubro.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,obras-de-bruno-munari-participam-da-30-bienal,956265,0.htm


Comentário: ( Por Emily Christini e Giovanna Kiill )

Reunindo mais de 111 artistas, esta bienal aposta na busca de uma linguagem retratada por Munari, que passou por tudo com um interesse genuíno no processo criativo, acreditando no poder de transformar a arte; com mais de 80 obras representando isso. 

 Com o intuito de realizar uma exposição mais abrangente do italiano no País, a exibição de suas obras, mais de 80 peças, vai ser apresentada fora do Pavilhão da Bienal, tendo o Instituto Tomie Ohtake como morada.